sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Um blog.

Qual o propósito de um blog? Escrever pelo "gostar de escrever"? Para os amigos lerem? Para que desconhecidos leiam? Para estar na moda? Para ficar famoso? Olho pelos meus olhos para responder essa pergunta.

Não vou dizer que tenho uma vontade extrema de colocar idéias para fora da minha cabeça. Essa não é a razão de escrever este blog. E geralmente, quando tenho vontade de escrever algo interessante e importante ou escrevo na forma de roteiro de curta-metragem ou na forma de conto. Não gosto de expor este tipo de material na internet, tanto pelo medo de que alguém o roube quanto pela falta de fé no que escrevo. Para isso uso blog.

Cuspo idéias nas mensagens, só que como acontece com os cuspes em geral após entrar em contato com uma superfície, ele se espalha, escorre e vira algo com mais parágrafos do que se quer teria imaginado. Não sou escritor e nem vou ser. Escrevo pelo prazer e paixão à palavra escrita.

Ninguém deve ler esse blog. Se alguém entra, olha os longos parágrafos sem imagens e decide que não vale a pena. Quem já leu alguma vez, se irrita com o fato de postar a cada mês mais ou menos ou simplesmente esquece e cansa de acessar pra conferir se há algo novo. Pra se ter uma idéia, o único comentário que recebi foi de uma ex-namorada. Então, pra que escrevo aqui?

Pra mim mesmo na verdade. Talvez para aprimorar o estilo da escrita, pra treinar. Mas acredito que o verdadeiro resultado virá em mais tempo, quando resolver olhar tudo que já havia escrito e postado anteriormente. É interessante ver como tu mesmo evolui, ainda mais pela escrita.

Gosto de escrever, por isso, continuo escrevendo.

Comentários e incentivos são bem-vindos. Quanto mais retorno tiver, mais escreverei, pois não será para mim mesmo.

Pesadelo

Tive um pesadelo essa noite. Meus sonhos não costumam ser muito claros e tenho dificuldade em lembrá-los, mas esse ficou comigo ao longo do dia por sua realidade fria.

Uma moça pela qual me apaixonara havia marcado de ir para o meu apartamento. Ao chegar, ela não estava só. Seu namorado, um homem alto, de cabelo castanho-claro, barba espessa e da mesma cor e óculos escuros entrou com ela. Eles dormiram em um colchão improvisado no meu quarto, que era completamente diferente do meu quarto real pelo fato de estar praticamente vazio.

Acredito que tenha dormido em uma cama simples na frente da deles. No meio da madrugada, os dois estavam se injetando uma droga não-injetável, crack. O namorado estava completamente viajado, não notando como eu falava com ela. Lembro de ela ter me pedido para prometer nunca usar crack, enquanto se injetava com a substância. Relutante e arrasado, me levantei e fui ao banheiro. Enquanto mijava, ouvia ela manter uma conversa comigo na qual eu não dizia uma palavra, ela apenas respondia aos meus pensamentos. Ela disse que apreciava mais crack do que as outras drogas porque o efeito era mais potente e mais rápido.

Ao voltar, quis me aproximar dela e levá-la para longe dali, da droga e do namorado. Mas ela estava na cozinha, pegando algo para comer da geladeira. Encontrei o namorado, que já a essa altura estava de pé. Perguntei se eles já estavam prontos para irem embora. Minha vontade era de matá-lo. Ele respondeu agressivamente dizendo que ninguém ia embora. Eles estavam cansados por causa do crack e precisavam descansar. Ele passava uma idéia ameaçadora e mesmo sem ver nada, percebi a presença de uma faca ou arma dentro da mochila que tinha nas mãos, afinal, o pesadelo era meu. Pelo fato da existência de uma "ferramenta" relativamente perigosa e pelo fato de não querer me afastar da guria, evitei qualquer confronto e concordei com ele, perguntando até que horas deveriam ficar ali. Ele disse que até às seis da tarde do dia seguinte. Por alguma razão sabia que seria domingo. Então acordei.

Isso tudo se deu até às 7h40 de hoje. Não consegui voltar a dormir e às 9h levantei da cama, me arrumei e fui para o trabalho.