A definição de coração segundo a Wikipedia:
"Nos seres humanos o percurso do sangue bombeado pelo coração através de todo o organismo é feito em aproximadamente 50 segundos em repouso.
Neste tempo o órgão bombeia sangue suficiente a uma pressão razoável, para percorrer todo o corpo nos sentidos de ida e volta, transportando assim, oxigênio e nutrientes necessários às células que sustentam as atividades orgânicas. O coração se localiza na caixa torácica, entre os pulmões. É um órgão muscular, pode se contrair e se relaxar."
A ele atribuímos o sentimento que muitos acreditam ser a única razão de existirmos e a única "coisa" que não pode ser explicada: o amor.
Atribuímos a alguém nosso amor. Sem essa pessoa nos sentimos sós, melancólicos. Não podemos continuar vivendo sem sua presença ao nosso lado. Nada parece tão bom sem ela. O mundo tem menos cores e as horas passam lentamente. Quando estamos juntos, o mundo não existe. Beijos e abraços e tantas outras coisas mais, nunca são o bastante. Precisamos dessa pessoa, precisamos dela para nos tornarmos completos. Até um ponto em que não se sabe onde um começa e o outro termina.
Mas afinal, por que amamos alguém? Todos sentimos essa necessidade de estar em perfeita paz e sintonia conosco e com o mundo. Amor, por mais estranho que pareça, é um sentimento simultaneamente egoísta e altruísta: daríamos nossa vida por essa pessoa, mas apenas pelo fato de que precisamos dela para nos sentirmos feliz.
Como já se perguntava o personagem de Jim Carrey, Joel Barish, no filme "Brilho eterno de uma mente sem lembranças", eu também me pergunto: Por que me apaixono por toda mulher que vejo?
A necessidade de amar é tão grande que parece que qualquer uma resolveria. Só o fato de ter alguém ao lado, pra comer pipoca de mãos dadas, tapados sobre as cobertas vendo um filme de noite. Coisas tão simples e que não tem importância, mas que, ao perdê-las, percebemos como realmente eram valiosas. Todos os dias sinto falta de não ter mais alguém para amar. Dá um peso no coração ao ver um casal sorridente caminhando pela rua. Quem já amou sabe que eles tem sorte por ter um ao outro. Quem já amou sente aquela nostalgia e tristeza do que já não tem e também um leve ar de sabedoria, pois o casal não vê como sua união não é inquebrável e eterna.
Nos meses de inverno, em especial agora, quando está mais frio que nunca, sinto uma sombra sempre ao meu lado, esperando pela pessoa que a completa mas que nunca surge.
Na última sexta-feira, ao sair do trabalho, caminhei pela longa avenida que liga o norte da cidade ao sul. Um céu sem nuvens, azul azul, e o Sol iluminando a brisa fria. Respirei o ar gelado da rua ao sair do prédio, coloquei a cabeça o máximo que pude para dentro da manta, deixando só os olhos de fora sob a touca verde e começei a caminhar. Por mais frio e mais bonito que estivesse o dia, não me senti só. Cogitei apaixonar-me por mim mesmo, para variar. E percebi que só depois de se amar, é que é possível amar alguém.
Uma Copa a princípio nem tão interessante...
Há 15 anos
