Dentre as muitas pessoas que conheci, há um amigo em especial que conheço faz não tanto tempo assim. Suas opiniões são erráticas e mudam constantemente. Vejo nele a contradição da existência humana e, por que não?, da minha própria.
Se um dia lhe pergunto sobre determinado fato, expondo minha inclinação mais para uma das opções mesmo que apenas pelo modo de falar, ele logo critica minha estupidez e incoerência. Algum tempo depois, mostrando a deserção quanto a minha primeira escolha, ele explica como e porque não deveria ter mudado de idéia, às vezes irritando-se pelo fato de ter lhe dado ouvidos.
Se eu digo um, ele diz dois. Se então digo dois, ele diz um.
Minhas conversas com ele me mostram como funciona o descontentamento humano com sua própria condição, sempre querendo ser o que não é e ter o que não possui.
Me pergunto se nesse mundo há ou já houve alguém que foi completamente satisfeito, que jamais ficou inconformado com o que é e o que tem. Tal pessoa deve ser completamente desprovida de remorso ou ganância. Um homem que nada deseja é um homem completo. Feliz.
Ao aceitar a afirmação de que um homem completo e, por isso, feliz, não existe, é aceitar que nunca seremos completos e que nossa felicidade é breve e volúvel demais.
Um home completo é inconcebível. Tornar-se um seria o mesmo que conseguir dividir por zero. Mas por alguma razão, continuamos tentando.
Uma Copa a princípio nem tão interessante...
Há 15 anos

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